Pesquisando pela internet você vai
descobrir que grande parte do litoral brasileiro foi povoado originalmente
índios da nação Tupinambá, e, sendo Salinópolis parte deste litoral, fica obvio
que muito antes de qualquer expedição aventurar-se por nossas terras, índios
Tupinambás ocupavam o território onde hoje esta localizado nosso município.
Com o inicio conquista da Amazônia,
ocorrido no período colonial, militares e missionários passaram a atuar na
região norte estabelecendo aldeamentos, fortificações, e assim, formaram pequenos
povoados. Inicialmente a produção de açúcar, algodão, pescado e sal eram sua
base econômica.
Neste período os índios, antes dos
africanos, foram utilizados como mão-de-obra na exploração do sal em nossa
região.
Um texto muito interessante pode ser encontrado
no site Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Salin%C3%B3polis):
“Antes
da separação do Maranhão e do Pará, em 1774, Salinas
pertencia a Capitânia do Caeté, criada pelo Decreto Lei de 25 de fevereiro de
1652. Esta Capitânia começava no rio Gurupi e se estendia 50 léguas de costa
até o Guamá. (Relatório do Ouvidor do Maranhão bacharel João Antônio da Cruz
Diniz, em 1751)
Dois
elementos contribuíram na fundação da cidade: A fabrica de sal e a praticagem
na Ilha do Atalaia.
Em
1645 os jesuítas
ensaiaram um princípio de localização, mas o fundador oficial da povoação foi
André Vidal de Negreiro, que em 1656 reuniu alguns práticos e suas famílias em
um pequeno povoado, localizado na Ilha do Atalaia no alto de um barranco de uns
20 metros de altura, de onde sinalizavam para as embarcações da proximidade dos
recifes.
Segunda
denominação do município, dada durante o governo do Capitão Geral do Maranhão
André Vidal de Negreiro que administrava o Pará em 1655.
Durante seu governo, foi enviado a este município o Capitão-Mor do Pará Feliciano
Corrêa, com a função de colocar canhões, cujos disparos sinalização as
embarcações que navegavam pela costa da proximidade dos recifes (na época eram
usadas fogueiras para este fim, mas o então Capital Geral as julgou pouco
eficientes e mandou substituí-las). O local escolhido para ser colocado a
canhão foi uma ilha, que era a ponta mais saliente da costa, hoje Ilha do
Atalaia, nome dado justamente por ter sido escolhida como local para se
“vigiar” esta aproximação, evitando que ocorressem acidentes (Atalaia, s.
Vigia; sentinela). Como os práticos que executavam este trabalho eram
destacados a tal função deu-se origem ao nome Destacado.
Os
primeiros a exercerem a função de práticos neste município foram os índios, guiando
as embarcações que faziam a rota Salinas/Belém e Salinas/São Luis. Eram
profundos conhecedores dos rios, furos e enseadas desta região. Com a chegada
dos portugueses foram promovidos a função de pilotos.
Denominação
dada ao município devido a existência de uma pequena salina, fábrica de
extração de sal da água do mar, durante o período colonial. Administrada pelos
jesuítas que utilizavam principalmente a mão-de-obra indígena. O sal era muito
usado para conservação do peixe com os quais se abasteciam durante a piracema.
Este
nome foi consolidado pelo Capitão General José de Nápoles Teles de Menezes em
1781, que elevou Salinas a categoria de Freguesia, sob o padroado de Nossa
Senhora do Socorro de Salinas. Esta freguesia tendia ao desaparecimento não
fosse o empenho do prático Francisco Gonçalves Ribeiro, que com muita luta e
enfrentando grandes dificuldades, que já não aguentando fazer nada sozinho foi
a presença do então Governador Francisco de Souza Coutinho em 1793, pedir
auxilio para a construção de uma igreja. Solicitação esta que foi aceita pelo
Governador e em dois anos as obras da paróquia estavam concluídas. O mesmo
Francisco Ribeiro dotou a Igreja de alfaias e conseguiu a vinda do Bispo D.
Manoel de Almeida Carvalho para dar a bênção a Igreja.
Em
1920, foi criado um
projeto para mudar o nome deste município. O nome para com o qual seria rebatizado
era Atlândida, mas o mesmo não correspondia à industria salineira que no
passado deu o nome de Salinas ao mesmo. Pela falta de insistência, falta de
decreto e o desinteresse do povo a mudança em jogo, em 1930 foi extinto o
município e seu território foi anexado ao município de Maracanã, até junho de
1933 quando foi restabelecido.
Como
"Salinas" era o nome dado a industria de extração de sal e esta
prática não era comum apenas ao nosso município, existiam várias Salinas no
Estado. Em 30 de Dezembro de 1937, o Decreto Estadual n.º 4.505, mudou
novamente o nome do município para "Salinópolis", usado até hoje.
Em
1966, através da Lei n.º 3.798 da Assembleia Legislativa do Estado e sancionada
pelo então Governador Coronel Alacid da Silva Nunes, a cidade foi transformada
em Estância Hidromineral de Salinópolis. A instalação oficial ocorreu em 11 de
fevereiro de 1967.”




0 comentários:
Postar um comentário